O espaço onde está localizado o Jardim Botânico do Rio com suas famosas palmeiras imperiais e vitórias-régias, foi reservado pelo português D. João, no século XIX, com o intuito de sediar uma fábrica de pólvora e um jardim para aclimatação de plantas trazidas do Oriente. A ideia foi do então príncipe regente, que já fomentava o comércio de especiarias na Europa e quis trazer a prática para o Brasil. Cultivar tais espécies no país o faria economizar viagens, o que significaria menos tempo e gasto. Primeiramente, chineses foram trazidos para iniciar a cultura do chá, mas o empreendimento não obteve sucesso.
“D. João fundou o espaço em 13 de junho de 1808. Na segunda metade do século XIX, o jardim passou a ser chamado de Horto Real e foi ligado ao Imperial Instituto Fluminense de Agricultura. A partir de 1890, tornou-se o Jardim Botânico”, conta Alda Heiser, historiadora que trabalha no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, pesquisando o tema "Coleções em museus e jardins botânicos e viajantes no Brasil ( séculos XIX e XX)".
Desde sua abertura à visitação pública, realizada em 1822, já passaram pelo Jardim Botânico visitantes ilustres, como o físico alemão Albert Einstein e a Rainha Elisabeth II, do Reino Unido. Atualmente, a instituição recebe em média 600 mil visitantes por ano. Em 1992, o Jardim Botânico do Rio foi reconhecido pela Unesco como Reserva da Biosfera. No mesmo ano, foi criado o Núcleo de Educação Ambiental (NEA) e, em 2001, inaugurou-se a Escola Nacional de Botânica Tropical. No ano de seu bicentenário, 2008, o JBRJ ganhou o Museu do Meio Ambiente – o primeiro da América Latina voltado especificamente para essa temática, e no ano seguinte, dentro de sua Diretoria de Pesquisa, foi criado o Centro Nacional de Conservação da Flora.
“Temos herbário, museu e outras atividades. Hoje, o Jardim Botânico tem como missão promover, realizar e divulgar o ensino e as pesquisas técnico-científicas sobre os recursos florísticos do Brasil, visando o conhecimento e a conservação da biodiversidade, assim como a manutenção das coleções científicas sob sua responsabilidade", diz Alda.

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